terça-feira, 29 de abril de 2014

Normal Porn for Normal People.

Há quem ainda jure de pé junto que viu todos os vídeos que serão descritos aqui. Há quem diga… assim como há quem diz que não passa de pura bobagem. Independente de ser uma realidade oculta ou mera bobagem, “Normal Porn for Normal People” é doentio.
Todo o mundo sabe que se você navegar pela internet tempo suficiente, você verá alguma porcaria doentia. E é mais provável de acontecer quando você navega pela “borda negra” da internet. Eu vi poucas coisas assim, e não ligo de admitir, mas uma coisa que eu sempre me lembrarei é um site chamado “normalpornfornormalpeople.com” (pornô normal para pessoas normais, em tradução livre).
A primeira coisa estranha sobre esse site é a que eu não consegui achá-lo procurando pro ele. Foi enviado para mim por alguém que eu não conheço. No Email estava escrito o seguinte:
“Fala aí cara
Achei esse site muito bom e achei que você iria gostar
normalpornfornormalpeople.com
passe adiante, pelo bem da humanidade”
Belo contexto para começar um email em corrente, porém o link no final realmente atiçou minha curiosidade. Eu estava tento um dia tedioso quando eu recebi o email, então eu me certifiquei se meu anti vírus estava ligado e cliquei.
Era um site muito genérico. Dava a impressão de que o criador não deu a MINIMA importância em fazê-lo parecer profissional.O autor parecia não dominar o inglês, e na página principal havia um longo e entediante texto que eu não me lembro muito bem como era.
O site tinha um slogan estranho (que ninguém atualmente parece ter descoberto o significado dele), o qual era:
“Pornografia Normal para Pessoas Normais, Um Site Dedicado a Erradicação da Sexualidade Anormal”.
E como soou, eu não tinha mais certeza se eu estava aqui pra assistir pornografia ou se eu estava em uma espécie de programa nazista. Mas eu estava lá naquele momento e, estava muito curioso pra saber o que “Pessoas Normais” se excitam também. Então eu desci a página, pulando o texto e…nada. A página parecia não ter links pra site nenhum, e estava prestes a fechar o site quando eu percebi que cada palavra no site possuía um link.
Então eu cliquei em uma delas, e fui direcionado pra uma página em branco que continha uma longa lista de links na forma de:
“normalpornfornormalpeople.com/ (letras aleatórias)”
Então eu parei por um minuto e perguntei-me se eu realmente deveria gastar meu tempo clicando em vários links que possivelmente iam me fazer pegar vírus o suficiente pra meu computador ser estuprado. Então eu tentei em torno de 5 minutos, apenas pra ver se algo aparecia e, fui enviado pra outra página. Essa página parecia ter links diferente da antiga.
Eu estava quase mandando tudo se foder quando eu cliquei no terceiro link e um vídeo começou a baixar. O nome era “peanut.avi” (amendoim.avi). Ele tinha 30 minutos, era um vídeo de um homem, uma mulher e um cachorro numa cozinha. A mulher fazia um sanduíche de manteiga de amendoim, e o homem jogava no chão para o cachorro comer. Essa cena se repetiu pelos 29 minutos seguintes. Era óbvio que o câmera teve de parar de filmar e esperar até o cachorro ficar apto pra comer de novo, e o cachorro ia parecendo mais cansado no decorrer do vídeo.
Eu sei o que você está pensando “Que merda isso tem a ver com pornografia?”. Eu nem acredito que eu vi cerca de doze vídeos desse site, e a maioria não continha conteúdo sexual.
Depois de assistir o “peanut. avi” eu fui pra um fórum em que eu assistia a um programa online e comentava sobre como eu sempre fazia essas merdas estranhas. Mas alguém já tinha criado um tópico sobre isso, algum outro cara que recebeu o mesmo email sobre isso. O mural estava cheio de pessoas que não tinham mais nada de útil pra fazer, e ficou revirando o site, e foi como eu vi os outros vídeos.
Mais de uma dúzia de vídeos onde coisas rotineiras, pessoas falando com o câmera numa sala vazia, exceto por uma mesinha e poucas cadeiras. Eu disse literalmente nada, nada na parede, nenhum enfeitezinho ou móvel. A sala inteira passava uma sensação de frio, de vazio, dava pra sentir.
As conversar eram papo furado, sobre trabalho, momentos constrangedores na infância. Eu esperei por algum tipo de discussão sobre o que as pessoas queriam filmando tudo aquilo, ou sobre o que o site dizia, mas é claro, nada. Você nunca saberia que esses vídeos não teriam nada a ver com pornografia, se você tivesse os visto fora do contexto. Apenas um detalhe, as pessoas que apareciam nesses vídeos eram bem atraentes.
No entanto, os outros vídeos que continham algo que poderia ser chamado de “sexual” era onde as coisas ficavam estranhas.
Darei breves descrições dos vídeos estranhos, se você realmente estiver curioso, você pode tentar procurá-los.
lickedclean.avi (limpo a lambidas, em tradução adaptada)
Um vídeo de 10 minutos filmado por uma câmera escondida, onde vemos um mecânico trabalhando numa máquina de limpar carros nos primeiros dois minutos. Quando ela estava consertada, o mecânico falou brevemente com o proprietário da máquina e saiu. O dono da máquina checou se o homem realmente tinha saído e, começou a lamber toda a superfície da máquina. Isso acontece por 7 minutos.
jimbo.avi (sem tradução)
Um vídeo de 5 minutos de um mímico gordo fazendo uma performance. Era engraçadinho, principalmente numa parte que ele fingia se sentar numa cadeira e fingia que a cadeira quebrava com seu peso. Nos últimos trinta segundos de vídeo, o câmera cortou pra estática brevemente, e cortou de volta para o homem gemendo, ainda vestindo a roupa de mímico e maquiagem. Algum tipo de fetiche obscuro?
dianna.avi
um vídeo de 4 minutos onde o câmera conversa com uma mulher em uma sala diferente da “sala vazia de entrevista”. Essa sala parecia uma sala normal de uma casa. Como de costume, nunca especificam onde estão. Dianna só falava sobre tocar violino. Ela obviamente tocava seu violino, mas freqüentemente se distraia com alguma coisa.
Eu não percebi até postarem no fórum, mas no espelho do fundo, você pode ver um homem gordo com uma mascara de galinha se masturbando.
jessica.avi
Outro vídeo de 4 minutos. Dessa vez ele está fora de uma casa, falando com uma jovem. Eles falam sobre canoagem. O câmera dá zoom na cidade atrás deles ocasionalmente. A coisa estranha é: Ninguém conseguiu identificar onde essa rua ficava. O fórum era internacional, haviam pessoas da Europa à Austrália até nas Filipinas, mas ninguém havia idéia de onde essa rua ficava.
tounguetied.avi (Amarrado com a língua)
Um vídeo de 10 minutos. Os 5 primeiros mostram uma senhora bem velha, vestindo um manequim. O vídeo corta como em “jimbo.avi” bem na metade, e a cena agora é um grupo de manequins em fila, formando um circulo em volta do câmera. As luzes estavam mais fracas, não havia sinal da velha senhora. A esse ponto não havia som.
stumps.avi (toco)
Um vídeo de 5 minutos, onde um homem sem pernas está tentando dançar break em um tapete de dança (daqueles jogos de vídeo game). O local se parece com o do vídeo “peanut.avi”, porém muito mais sujo. Tem um rádio tocando uma música despercebida no fundo, mas ela para aos 4 minutos de vídeo, quando o homem cai em exaustão no tapete. Ele respira ofegante, e implora pra alguém que não aparece no vídeo para que deixe ele descansar. Essa pessoa se enfurece e grita para que ele continue dançando, ele o faz.Você escuta a pessoa de fora do vídeo começando a gritar de novo, e o vídeo acaba abruptamente.
privacy.avi (privacidade)
A mulher do “dianna.avi” está se masturbando num colchão na “sala de entrevista”, enquanto o homem do “stumps.avi” anda sobre suas mãos, vestindo um tipo de mascara de goblin. A porta dessa sala estava sempre fechada nos outros vídeos, mas agora estava aberta. A única luz nesse vídeo é dessa sala, a entrada está escura. Perto do fim, você pode ver um animal correndo pela porta de entrada.
E finalmente o vídeo que nós descobrimos:
useless.avi (inútil)
Nos seus 18 minutos de vídeo, uma mulher loira de um vídeo anterior está deitada em um colchão na sala de entrevista. Ela tenta gritar mas sua boca está com uma fita adesiva. Depois de 7 minutos, um homem de preto com uma máscara abre a porta mas não entra.
Ele segura a porta para o animal que estava correndo no vídeo anterior. Mostra ser um chimpanzé adulto, seu pelo foi arrancado, e seu corpo inteiro está pintado de vermelho. Parecia estar faminto e machucado, com feridas profundas em seus ombros e costas.
Quando o chimpanzé entra na sala, o homem mascarado fecha a porta atrás dele. O chimpanzé cheira o ar (deveria estar cego), e percebe a mulher deitada no colchão. Ele entra em desespero e começa a espancá-la. O ato acontece por 7 agonizantes minutos, até que a mulher finalmente morre. O chimpanzé come a carne de seu cadáver nos 4 minutos seguintes, então o vídeo acaba.
O fórum explodiu de usuários depois que esse vídeo foi descoberto, e as pessoas discutiram isso toda a madrugada. Quando eu voltei ao mural no outro dia, percebi que os tópicos haviam sido deletados. Tentei começar outro, e me baniram. Tentei mandar um e-mail pra quem me mandou a corrente com o link do site. Cinco mensagens, nenhuma resposta.
Tentei discutir sobre esse site em vários lugares, e fui banido freqüentemente. O Site fechou três dias depois do ultimo vídeo ser descoberto, acho que alguém contatou as autoridades sobre isso.
A única prova de que esse site existiu foram algumas fotos tiradas de imagens dos vídeos que o pessoal salvou e colocou na internet via torrents. O mais popular, “useless.avi” ainda pode ser achado em pouquíssimos sites de “gore” por aí. Sempre que você tentar jogar na internet algum vídeo de “normalpornfornormalpeolpe.com”, ele será deletado rapidamente.
NOTA DO AUTOR DO POST:  Não dá para saber até que ponto essa história é real e a partir de que ponto ela passa a ser fantasia, entretanto, é importante observar o fato de que alguns desses vídeos realmente existem e que o site descrito também esteve no ar durante um certo período, o qual não sabemos exatamente, no entanto, acredita-se que tenha sido entre 2002 – 2005.

James Worson.

No ano de 1873, no dia 3 de setembro, James aceitou o desafio de quebrar o recorde de velocidade (a pé) do percurso entre as cidades de Leamington e Coventri. Dois amigos então o acompanharam, a cavalo. Um deles, Hammerson Burns, levou sua câmera com ele e ia tirando fotos, enquanto Worson conversava alegremente com eles. Segundo os amigos eles olharam para a frente por um breve instante quando ouviram um grito de agonia de Worson. Pensando que ele havia tropeçado, eles voltaram para ajudá-lo. Só que não encontraram nada nem ninguém. Worson havia simplesmente desaparecido. Burns até tirou fotos da estrada, que mostrava pegadas de Burns andando normalmente, depois como se ele havia tropeçado e depois mais nada, como se ele não houvesse mais tocado o chão. Eles chamaram a polícia, que levou os cães farejadores. Por algum motivo, os bichos não queriam se aproximar do local em que James havia caído. Worson nunca mais foi visto.

Overtoun Bridge.

A Ponte Overtoun é uma ponte em forma de arco localizada perto de Milton, em Dumbarton, na Escócia, que foi construído em 1859. Tornou-se famosa pelo número de casos inexplicáveis de cães que aparentemente, cometerm suicídio saltando fora dela. Os incidentes foram registrados por volta dos anos 1950 ou 1960, quando foi constatado que os cães – geralmente da raça de nariz comprido, como Collies – de repente e inesperadamente saltavam da ponte e caiam cinqüenta metros, para a morte. Em alguns casos, porém, os cães poderiam sobreviver se recuperar, e depois saltar fora da ponte novamente. O que torna este mistério trágico ainda mais misterioso é que muitos dos cães que saltam de Overton pulavam da ponte sempre do mesmo lado.
Alguns acreditam que a ponte é mal-assombrada. Em 1994, um homem atirou seu filho bebê para fora da ponte, afirmando que era o anti-Cristo. Mais tarde, o homem tentou suicidar-se lá também. Foi a ponte de Overtoun responsável por estes trágicos acontecimentos? Alguns acreditam que Overtoun Bridge é um “lugar de transição”, onde as barreiras entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos se encontram, e por vezes cruzam-se.

Dynamo Jack.

Qi ou Ki é um tipo de energia metafísica que permeia e sustenta os seres vivos segundo vários sistemas de crenças, presentes em culturas de todo o mundo, especialmente na Ásia. Existe linhas dessa crença que acreditam que o ser humano é capaz de controlar essa energia e até mesmo, usa-la para outros fins. Dynamo Jack é adepto a uma dessas crenças. No documentário abaixo você verá a trajetória de Dynamo Jack até seu desaparecimento.

Codex Giga, A Bíblia do Diabo.

O Codex Gigas (Latim, que significa Livro Gigante) é considerado o maior manuscrito medieval existente no mundo. Foi criado no início do século XIII, presumivelmente no mosteiro beneditino de Podlažice na Boémia (actual República Checa), e agora está preservado na Biblioteca Nacional da Suécia, em Estocolmo. É também conhecido como a Bíblia do Diabo, devido a uma grande figura do diabo no seu interior e da lenda em torno da sua criação.
Uma nota na primeira página indica os monges do mosteiro beneditino de Podlažice, localizado perto de Chrudim e destruído durante o século XV, como os primeiros proprietários do códice. A reduzida dimensão deste mosteiro e a aparente escassez de recursos humanos e materiais faz levantar dúvidas sobre a sua capacidade de produção duma obra desta dimensão.
Os registos nela contidos terminam no ano de 1229. A ausência de qualquer referência à morte do rei da Boémia, Ottokar I, ocorrida em Dezembro do ano seguinte, sugere que a data mais provável para a sua conclusão é o final do ano de 1229 ou o início de 1230.
Devido a dificuldades financeiras do mosteiro de Podlažice, o códice foi mais tarde penhorado aos Cistercienses do mosteiro de Sedlec. A mesma nota na primeira página estabelece que em 1295 o códice voltou à posse dos beneditinos, após ter sido comprado pelo mosteiro de B?evnov. De 1477 a 1593, foi conservado na biblioteca de um mosteiro em Broumov até ter sido levado para Praga em 1594 para fazer parte da colecção de Rodolfo II.
No fim da Guerra dos Trinta Anos, em 1648, a colecção completa foi saqueada pelo exército sueco e, de 1649 a 2007, o manuscrito foi mantido na Biblioteca Nacional da Suécia.
Em 24 de Setembro de 2007, após 359 anos, o Codex Gigas voltou a Praga, a título de empréstimo, e esteve exposto na Biblioteca Nacional Checa até Janeiro de 2008.
Segundo a lenda, o escriba foi um monge que quebrou os votos monásticos e foi condenado a ser murado vivo. A fim de evitar esta severa sanção, ele prometeu a criação, em uma única noite, de um livro que glorificaria o mosteiro para sempre e que incluiria todo o conhecimento humano. Perto da meia-noite, ele teve a certeza que não conseguiria concluir esta tarefa sozinho e, por isso, fez uma oração especial, não dirigida a Deus, mas ao querubim banido Satanás, pedindo-lhe que o ajudasse a terminar o livro em troca da sua alma. O monge vendeu, assim, a sua alma ao diabo. O diabo concluiu o manuscrito do monge e foi acrescentada uma imagem do diabo como agradecimento pela sua ajuda.
Apesar desta lenda, o códice não foi proibido pela Inquisição e foi analisado por muitos estudiosos ao longo dos tempos.
O Codex inclui toda a versão Vulgata Latina da Bíblia, exceto para os livros de Actos e Apocalipse, provenientes de uma versão pré-Vulgata. Estão também incluídos a enciclopédia “Etymologiae” de Isidoro de Sevilha, “Antiguidades Judaicas” e “Guerras dos Judeus” de Flávio Josefo, “Chronica Boemorum” (Crónica dos Boémios) de Cosmas de Praga e vários tratados sobre medicina. Pequenos textos completam o manuscrito: alfabetos, orações, exorcismos, um calendário com as datas de celebração de santos locais e registo de acontecimentos relevantes, e uma lista de nomes, possivelmente de benfeitores e de monges do mosteiro de Podlažice. Todo o documento está escrito em latim.
O manuscrito contém figuras decoradas (iluminuras) em vermelho, azul, amarelo, verde e dourado. As letras maiúsculas que iniciam os capítulos estão elaboradamente decoradas com motivos que, frequentemente, ocupam grande parte da página. O Codex tem um aspecto uniforme pois a natureza da escrita não é alterada em toda a sua extensão, não evidenciando sinais de envelhecimento, doença ou estado de espírito do escriba. Isto levou a que se considerasse que todo o texto foi escrito num período de tempo muito curto (ver Lenda). No entanto, atendendo ao tempo necessário à marcação das guias de delimitação das linhas e das colunas, à escrita do texto, e ao desenho e pintura das ilustrações, os peritos acreditam que o livro terá levado mais de 20 anos a ser concluído.
A página 290 contém apenas uma figura original de um diabo, com cerca de 50 cm de altura. Algumas páginas antes desta, estão escritas sobre um velino escurecido e os caracteres são mais esbatidos que no resto do manuscrito. A razão para a diferença nas cores é que o velino, por ser feito a partir de peles animais, escurece quando exposto à luz. No decurso dos séculos, as páginas mais expostas acabaram por ter um aspecto mais escuro.

Os Noves desconhecidos e o livros do saber universal.


A tradição dos Nove Desconhecidos remonta à época do imperador Ashoka, que governou as Índias a partir do ano 273 a.C. Era neto do Chandragunta, primeiro unificador da Índia. Cheio de ambição como o seu antepassado, cuja tarefa quis completar, empreendeu a conquista de Kalinga, que se estendia desde a actual Calcutá até Madras. Os “kalinganeses” resistiram e perderam cem mil homens na batalha. O espectáculo dessa multidão massacrada transtornou Ashoka. Ficou, para todo o sempre, com horror à guerra. Renunciou a prosseguir na integração dos países insubmissos, declarando que a verdadeira conquista consiste em captar a estima dos homens pela lei do dever e da piedade, pois a Majestade Sagrada deseja que todos os seres animados usufruam de segurança, liberdade, paz e felicidade. Convertido ao budismo e devido à sua maneira de agir, Ashoka espalhou esta religião através das Índias e do seu império, que ia até à Malásia, Ceilão e Indonésia. Depois o budismo chegou ao Nepal, Tibete, China e Mongólia. No entanto, Ashoka respeitava todas as seitas religiosas. Aconselhava os homens a serem vegetarianos, aboliu o álcool e o sacrifício de animais. H. G. Wells, no seu sumário da história universal, escreve: “Entre as dezenas de milhares de nomes de monarcas que se amontoam nos pilares da história, o de Asoka brilha quase isolado, como uma estrela”.

Diz-se que, consciente dos horrores da guerra, o imperador Ashoka quis proibir para sempre aos homens que utilizassem a inteligência de uma forma prejudicial. Sob o seu reinado, a ciência da natureza passou a ser secreta, tanto passada como futura.
As pesquisas, indo da estrutura da matéria às técnicas de psicologia coletiva, esconder-se-ão, dali em diante e durante vinte e dois séculos, atrás do rosto místico de um povo que o mundo julga apenas preocupado com o êxtase e o sobrenatural. Ashoka fundou a mais poderosa sociedade secreta do Universo: a dos Nove Desconhecidos. Nove Homens, Nove livros, todo o conhecimento do universo. Possuir um dos livros tornaria um dos nove seres mais fortes do mundo. Os nove, o mais forte da Terra. Todos os segredos residem nos Nove Livros que Ashoka fez questão de ocultar. Entretanto, como o portador de um livro teria um profundo respeito por outro portador, sendo que jamais tentariam roubá-los um do outro. Assim eles eram repassados de geração em geração, exceto pelo portador do livro que possuía a chave da imortalidade, que segundo a lenda continua a ser o mesmo desde o inicio da sociedade secreta.
Continua a dizer-se que os grandes responsáveis pelo atual destino da Índia – e sábios como Bose e Ram acreditam na existência dos Nove Desconhecidos – deles recebiam conselhos e mensagens. Com alguma imaginação, é possível avaliar-se a importância dos segredos que poderiam guardar nove homens beneficiando diretamente das experiências, dos trabalhos, dos documentos acumulados durante mais de duas dezenas de séculos. Quais os objetivos que esses homens têm em vista? Não deixar cair em mãos profanas os meios de destruição. Prosseguir as investigações benéficas para a humanidade. Esses homens seriam renovados por cooptação a fim de defender os segredos técnicos de um passado longínquo.
São raras as manifestações exteriores dos Nove Desconhecidos. Uma delas está ligada ao prodigioso destino de um dos homens mais misteriosos do Ocidente: o papa Silvestre II, conhecido sob o nome de Gerbert d’Aurillac. Nascido em Auvergne no ano 920, falecido em 1003, Gerbert foi monge beneditino, professor da universidade de Reims, arcebispo de Ravena e papa por mercê do imperador Otão III. Teria passado algum tempo em Espanha, depois, uma misteriosa viagem tê-lo-ia levado até às Índias, onde captara diversos conhecimentos que causaram assombro no seu séquito. Também possuía, no seu palácio, uma cabeça de bronze que respondia SIM ou NÃO às perguntas que ele lhe fazia sobre a política e a situação geral da cristandade.
Na opinião de Silvestre II (volume CXXXIX da Patrologia Latina, de Migne), esse processo era muito simples e correspondia ao cálculo feito com dois números. Tratar-se-ia de um autómato análogo às nossas modernas máquinas binárias. Essa cabeça “mágica” foi destruída quando da sua morte, e os conhecimentos trazidos por ele cuidadosamente escondidos. A biblioteca do Vaticano proporcionaria sem dúvida algumas surpresas ao investigador autorizado. O número de Outubro de 1954 de Computers and Automation, revista de cibernética, declara: “Temos de imaginar um homem de um saber extraordinário, de uma destreza e de uma habilidade mecânica fora do comum. Essa cabeça falante teria sido feita “sob determinada conjunção das estrelas que se dá exatamente no momento em que todos os planetas estão prestes a iniciar o seu percurso”. Não se tratava nem de passado, nem de presente, nem de futuro, pois aparentemente essa invenção ultrapassava de longe a importância da sua rival: o perverso “espelho sobre a parede” da rainha, precursor dos nossos modernos cérebros automáticos. Houve quem dissesse, evidentemente, que Gerbert apenas foi capaz de construir semelhante máquina porque mantinha relações com o Diabo e lhe jurara eterna fidelidade”.
Teriam outros europeus estado em contato com essa sociedade dos Nove Desconhecidos? Foi preciso esperar pelo século XIX para que reaparecesse este mistério, através dos livros do escritor francês Jacolliot.
Jacolliot era cônsul de França em Calcutá na época de Napoleão III. Escreveu uma obra de antecipação considerável, comparável, se não superior, à de Jules Verne. Deixou, além disso, várias obras consagradas aos grandes segredos da humanidade. Essa obra extraordinária foi roubada pela maior parte dos ocultistas, profetas e taumaturgos. Completamente esquecida em França, é célebre na Rússia. Jacolliot é formal: a Sociedade dos Nove Desconhecidos é uma realidade. E o mais estranho é que cita a este respeito técnicas absolutamente inimagináveis em 1860, como seja, por exemplo, a libertação da energia, a esterilização por meio de radiações e a guerra psicológica.
Yersin, um dos mais próximos colaboradores de Pasteur e de Roux, teria sido informado de segredos biológicos por ocasião da sua viagem a Madras, em 1890, e, segundo as indicações que lhe teriam sido dadas, preparou o soro contra a peste e a cólera.
A primeira divulgação da história dos Nove Desconhecidos deu-se em 1927, com a publicação do livro de Talbot Mundy, que pertenceu, durante vinte e cinco anos, à polícia inglesa das Índias. Esse livro está a meio caminho entre o romance e a investigação.
Os Nove Desconhecidos utilizariam uma linguagem sintética. Cada um deles estaria de posse de um livro constantemente renovado e contendo o relatório pormenorizado de uma ciência. O primeiro destes livros seria consagrado às técnicas da propaganda e da guerra psicológica. “De todas as ciências, diz Mundy, a mais perigosa seria a do controle do pensamento dos povos, pois permitiria governar o mundo inteiro”.
É de notar que a Semântica Geral, de Korjybski, apenas data de 1937 e que foi necessário aguardar a experiência da última guerra mundial para que principiassem a cristalizar-se no Ocidente as técnicas da psicologia da linguagem, quer dizer, da propaganda.
O primeiro colégio de semântica americano só foi criado em 1950. Em França, apenas conhecemos A Violação das Multidões, de Serge Tchokhotine, cuja influência nos meios intelectuais e políticos foi importante, apesar de só ao de leve tocar no assunto.
O segundo livro seria consagrado à psicologia. Falaria especialmente na maneira de matar um homem ao tocar-lhe, provocando a morte pela inversão do influxo nervoso. Diz-se que o judô deriva de certos trechos dessa obra.

O terceiro estudaria a microbiologia e especialmente os colóides de protecção. O quarto trataria da transmutação dos metais. Diz uma lenda que nas épocas de fome, os templos e os organizações religiosas de proteção recebem de uma fonte secreta enormes quantidades de ouro muito fino.
O quinto incluía o estudo de todos os meios de comunicação, terrenos e extraterrenos.
O sexto continha os segredos da gravitação.
O sétimo seria a mais vasta cosmogonia concebida pela nossa humanidade.
O oitavo trataria da luz, do eletromagnetismo e do magnetismo.
O nono seria consagrado à sociologia, indicaria as leis da evolução das sociedades e permitiria a previsão da queda.

À lenda dos Nove Desconhecidos está ligado o mistério das águas do Ganges. Multidões de peregrinos, portadores das mais pavorosas e diversas doenças, ali se banham sem prejuízo para os de boa saúde. Dizem que as águas sagradas purificam tudo. Pretenderam atribuir essa estranha propriedade do rio à formação de bacteriófagos.
Mas por que motivo não se formariam eles igualmente no Bramaputra, no Amazonas ou no Sena? A hipótese de uma esterilização por meio de radiações aparece na obra de Jacolliot, cem anos antes de se saber possível um tal fenómeno. Essas radiações, segundo Jacolliot, seriam originárias de um templo secreto cavado sob o leito do Ganges. Técnicas conhecidas hoje pela nossa Ciência para profileração e oxidação de microorganismos
Afastados das agitações religiosas, sociais e políticas, resoluta e perfeitamente dissimulados, os Nove Desconhecidos encarnam a imagem da ciência calma, da ciência com consciência. Senhora dos destinos da humanidade, mas abstendo-se de utilizar o seu próprio poder, essa sociedade secreta é a mais bela homenagem possível à liberdade em plena elevação. Vigilantes no âmago da sua glória escondida, esses nove homens vêem fazer-se, desfazer-se e tornar a fazer-se as civilizações, menos indiferentes que tolerantes, prontos a auxiliar, mas sempre sob essa imposição de silêncio que é a base da grandeza humana. Mito ou realidade?
Há aqueles que arriscam uma teoria, uma das mais interessantes é essa:
“O Vedas possui diversos trechos que supostamente demonstram a interferência de um povo alienígena convivendo com os indianos há muito tempo. Eram vistos como deuses por possuir uma tecnologia avançadissima. Esse povo passou para os indianos o seu conhecimento. Porém despreparados, os humanos começaram a utilizar de modo errado, como é o caso dos Vimanas (item número 2 da lista) ceifando milhares no campo de batalha com um único ataque. O povo extraterreno(ou intraterreno) cansado dessa destruição, retornou para casa. A matança continuou até o dia que Ashoka decidiu por um fim. Dividiu o conhecimento entre os membros da sociedade e estes foram ocultados para sempre e utilizados apenas quando necessário.”

O incidente de Dyatlov Pass.

O incidente de Dyatlov Pass se refere à misteriosa morte de 9 esquiadores russos, provocada por um evento até então desconhecido que se deu na noite de 2 de fevereiro de 1959. Dyatlov era o nome do líder do grupo, e não o nome da montanha que eles escalavam, como alguns pensam. Esta se chamava Otorten. O grupo partiu de trem em direção a Vizhai, o povoado mais próximo à montanha, no dia 25 de janeiro. O combinado seria que Dyatlov enviaria um telégrafo pras famílias dos esquiadores quando voltassem à Vizhai. A data esperada pro retorno era o dia 12 de fevereiro; não houve nenhuma notícia do grupo, mas atrasos eram comuns em expedições como essa. As famílias dos desaparecidos começaram a encher a paciência das autoridades e uma operação de resgate foi montada no dia 20 de fevereiro. Seis dias depois, o grupo de resgate achou o local onde os desaparecidos haviam acampado. A barraca estava rasgada, e uma série de pegadas os levou até um bosque nas proximidades. Lá foram encontrados os corpos de dois dos esquiadores perdidos.

Ambos estavam descalços, trajando apenas cuecas. Permita-me apontar que fevereiro é o mês mais frio do inverno no hemisfério norte, e poucos lugares neste planeta são mais frios que a Rússia durante o inverno. A temperatura média reportada na montanha era de -30 graus Celsius, o que é considerado QUENTE naquela região durante o inverno.
A mais ou menos 400 metros de distância dali jaziam os corpos de outros três esquiadores. A posição em que eles foram encontrados sugeria que eles morreram tentando voltar ao local do acampamento. Eles não caíram todos no mesmo lugar, uma distância de mais ou menos cem metros separava os três corpos. Só em maio os últimos quatro corpos foram encontrados.
A examinação dos corpos trouxe mais dúvidas do que resposta (o que é uma constante em casos de mortes misteriosas). Enquanto cinco dos corpos apresentavam sinais de morte por hipotermia, três dos últimos quatro corpos achados exibiam sinais claros de algum tipo violência.
Não estamos falando de facadas ou pauladas; um especialista envolvido na investigação comparou os ferimentos (crânios estraçalhados e tórax esmagado) com o que se vê resultante de um acidente automobilístico. Os corpos não apresentavam NENHUM sinal visível e violência, todo o dano era interno. Não havia cortes nem arranhões na pele de nenhuma das vítimas. Como se o negócio já não fosse bizarro o bastante, descobriu-se que a língua de uma das mulheres havia sido arrancada. Seria como se o agressor tivesse atacado a pessoa do seu interior para fora.
Nenhum dos corpos se encontrava suficientemente agasalhado. A maioria estava descalça, usando apenas cuecas, ou usando o que pareciam ser tiras de roupas removidas dos que haviam morrido primeiro. O nome da montanha era Kholat Syakhl, que significa “Montanha da Morte” em dialeto Mansi.